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Com investimento robusto e nova agenda, Copergás conecta Pernambuco com gás natural

O desafio, porém, vai além de levar o gás natural às residências. “Uma parte da indústria entende a importância do gás natural para o negócio, mas é preciso chegar à outra parte, a que ainda não entende. Por isso, estamos fazendo uma aproximação com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) para que o setor conheça nossa malha de distribuição e nossos projetos de expansão”, revela Valença.

A Fiepe é só parte dos stakeholders ouvidos pela Copergás. A companhia está montando uma agenda ampla para mostrar o quanto o gás natural pode ser competitivo e como irá promover a interiorização do fornecimento, conectando todo o estado. Além dos industriais, secretários de estado, técnicos e empresários de outros setores estão sendo abordados para conhecer os planos da empresa e ajudar a definir prioridades.

 

Copergás entre as maiores

Apesar dos desafios, a Copergás tem oscilado entre a quarta e a quinta posições entre as maiores empresas de gás natural no Brasil. Com 30 anos de existência , sua agenda de investimentos segue firme. Segundo Roberto Zanella, diretor Técnico Comercial, o plano de expansão da companhia até 2028 prevê um aporte de R$ 600 milhões.

“Até lá, a empresa quer ampliar sua rede, de 1.100 km para 1.850 km, e fazer sua cobertura saltar de 33 para 45 municípios. Hoje, a espinha dorsal do gasoduto em direção ao interior chega a Belo Jardim, no Agreste, mas até 2027 deve alcançar Arcoverde, no Sertão”, explica Zanella.

Copergás tem muitos projetos para a Região Metropolitana, em cidades como Recife, Olinda e Paulista. “Só em 2023 serão cerca de R$ 90 milhões em investimentos, possibilitando a ligação de clientes de todos os segmentos”, acrescenta.

Para atender localidades que ficam distantes dessa tubulação principal, a Copergás tem investido em projetos de redes locais. Isso tem funcionado bem em Petrolina e Garanhuns, onde o gás natural liquefeito (GNL) chega em caminhões e é injetado na rede local após sua gaseificação. Em Garanhuns, a companhia já está realizando a expansão da rede para atender ao segmento de turismo. Em Petrolina, a previsão é começar as obras de adensamento em setembro, com foco na rede de postos, no comércio e residências.

Segundo Felipe Valença, o modelo usado em Petrolina e Garanhuns pode ser levado a áreas mais desafiadoras, como a região do Araripe, grande produtora de gesso, que ainda usa a lenha como fonte de energia. “De todo modo, a Copergás tem mapeado os polos industriais com interesse de, no futuro, interligá-los”, acrescenta.

A expansão do consumo para o segmento de mobilidade também é um ponto focal da gestão da companhia, já que o gás natural atende a uma camada da população que trabalha com o automóvel, seja motorista de táxi, de aplicativos ou transportadores de encomendas. “Somos a quarta frota de carros movidos a gás no Brasil. Acho justo o desconto”, completa Valença. A empresa tem hoje 105 postos em toda a área de concessão.

 

Descarbonização

Copergás também tem estado atenta à agenda da descarbonização. Mesmo sendo o gás natural considerado um elemento da transição energética, a companhia quer avançar com algo ainda mais limpo: o biometano. A rede de gasodutos da Copergás está apta a receber esse tipo de combustível renovável que, segundo Felipe Valença, será a próxima agenda da companhia.

Com contrato firmado com a Orizon , empresa instalada em Jaboatão dos Guararapes e selecionada na chamada pública feita em 2022, a Copergás começa a receber o biometano em setembro e já programa expandir sua oferta, porque a demanda do mercado está em expansão diante da pauta ESG. “Precisamos vender a cultura do gás natural. O desafio é grande porque temos outras fontes de energia, como a solar, a eólica e a hidráulica, mas, para a indústria, o gás natural é uma grande matriz competitiva”, conclui Valença.