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Estado volta a disputar investimento

Petrobras vai construir primeiro terminal fixo de GNL no Brasil e Pernambuco quer atrair empreendimento orçado em US$ 500 milhões
Pernambuco quer voltar à disputa com o Rio Grande do Sul e Santa Catarina por um investimento de US$$ 500 milhões da Petrobras. Por meio da subsidiária BR Distribuidora, a estatal vai construir no Brasil seu primeiro terminal fixo de gás natural liquefeito (GNL), uma planta industrial que converte para a forma gasosa o gás transportado em estado líquido por navios. A capacidade do terminal de GNL, ainda em estudo, seria de 10 milhões de metros cúbicos (m³) de gás.
O Estado já perdeu para o Ceará uma primeira disputa, por um terminal móvel de GNL (adaptado para funcionar em um navio), o segundo do Brasil. O primeiro fica no Rio de Janeiro. Na disputa pelo terminal fixo, há um ano, exatamente em maio de 2008, a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, declarou que o investimento ficaria no Sul do País, retirando Pernambuco da briga.
Ontem, contudo, a diretora recebeu o governador Eduardo Campos, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, e o presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), Aldo Guedes. Até a próxima segunda-feira, o Estado vai protocolar uma carta em que formaliza as contrapartidas.
Guedes garante que Pernambuco está vivo na disputa e afirma que a decisão sobre o investimento sairá até o final do ano.
“O que estamos oferecendo não é só imposto, desconto de ICMS, mas toda a infraestrutura logística. Temos um terreno, que fica perto da Termopernambuco e da Transpetro (outra subsidiária da Petrobras), em uma área que já tem um píer, também. O interessante é que, ao contrário dos terminais de GNL do Rio de Janeiro e do Ceará, este será o primeiro terminal fixo do Brasil, que poderia transformar Pernambuco em exportador de gás”, argumenta Aldo Guedes.
O terreno citado por ele fica no Complexo Industrial Portuário de Suape e tem cerca de 5 hectares. O píer é necessário para receber os navios que trarão o gás liquefeito para ser regaseificado no terminal de GNL.
A estimativa é que a nova planta seja responsável pela geração de 1.500 empregos diretos.
Fonte: Jornal do Commercio / Economia