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Preço do gás natural cairá em março

O produto perdeu mercado para os outros combustíveis, segundo Guedes, há três anos, quando a Petrobras começou a praticar vários reajustes no preço do gás natural
A Petrobras anunciou ontem que vai praticar uma redução média de 9,7% nos contratos de venda de gás natural a partir de 1º de maio próximo. A petrolífera vende o gás natural para as distribuidoras de gás, que comercializam o produto para os seus clientes. Em Pernambuco, o gás é vendido pela Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). O presidente da Copergás, Aldo Guedes, informou que o preço vai se manter o mesmo, porque não será aplicado o aumento de 10,7% que estava previsto para entrar em vigor a partir de 1º de maio.
O preço do gás natural é reajustado a cada três meses. Isso significa que o atual preço será mantido até julho. Dos combustíveis, somente o gás natural vai se manter no mesmo patamar. A Petrobras está querendo estimular um preço competitivo para o gás, comentou Guedes.
A assessoria de imprensa da Petrobras enviou uma nota afirmando que ocorreria uma redução no preço do gás natural. A petrolífera alegou que a medida visa preservar a competitividade do gás natural em relação aos demais combustíveis.
O produto perdeu mercado para os outros combustíveis, segundo Guedes, há três anos, quando a Petrobras começou a praticar vários reajustes no preço do gás natural.
A Petrobras quer estimular o uso do gás natural para suprir a falta de álcool e da gasolina, que já estão ocorrendo nos principais municípios do País, comentou o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Pernambuco (Sindicombustíveis), Rafael Coelho.
Ele argumentou também que o Sindicombustíveis vai definir se faz uma nova campanha para estimular o consumo de gás natural.
A manutenção do preço é uma grande notícia num momento em que sobem os preços do álcool e da gasolina, comentou Coelho. O Sindicombustíveis tem 320 associados, dos quais 55 comercializam o Gás Natural Veicular (GNV).
Fonte: Jornal do Commercio /Economia / 21-04-2011