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Suape terá térmica de R$ 3,5 bilhões

O investimento será de R$ 3,5 bilhões e inclui um terminal de regaseificação
O Grupo gaúcho Bolognesi vai implantar uma térmica a gás natural e um terminal de regaseificação no Complexo Industrial e Portuário de Suape. O investimento será de R$ 3,5 bilhões. A Unidade Termelétrica Novo Tempo será instalada num terreno de 15,7 hectares e terá a capacidade de gerar 1,2 mil megawatts (MW).
Para se ter uma ideia, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) produz em média 6 mil MW médios e uma das suas grandes hidrelétricas, a de Sobradinho pode gerar 1,05 mil MW. “O terminal de regaseificação vai viabilizar a térmica. Temos uma oferta de gás limitada e a empresa poderá ofertar gás natural para outras companhias interessadas em comprá-lo, o que traz uma vantagem para o Estado”, argumenta o diretor de Gestão Portuária de Suape, Leonardo Cerquinho.
Segundo ele, o Gás Natural Liquefeito (GNL) chegará a Suape em navios criogênicos, numa temperatura muito baixa. O combustível será importado. A empresa vai usar cerca de 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. “Quando chegar aqui, o GNL será transportado numa tubulação criogênica. Depois será regaseificado e após essa etapa pode ser transportado num gasoduto normal”, conta.
A empresa Bolognesi comprou o terreno por R$ 11,9 milhões à estatal Suape. O resultado da licitação envolvendo a compra do terreno foi publicado ontem no Diário Oficial de Pernambuco.
O início das obras da térmica está condicionado a empresa conseguir vender energia nos leilões realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A empresa comprou o terreno, porque precisava ter a propriedade para concorrer ao leilão”, explica Leonardo.
No setor elétrico, é muito comum as empresas conseguirem primeiro a venda da energia num leilão para depois implantar o empreendimento. Segundo informações de Suape, a térmica entra em operação em 2019, caso a empresa venda a energia que pretende produzir localmente.
A térmica vai gerar 120 empregos diretos de níveis técnico e superior, quando começar a funcionar. A estimativa é de que sejam gerados 160 empregos indiretos.
Geralmente, a energia produzida por uma térmica a gás natural é mais cara do que a gerada por hidrelétricas. No entanto, o País precisa desse tipo de empreendimento porque as térmicas são uma opção, quando diminui a quantidade de água nos reservatórios das hidrelétricas, como está acontecendo desde o final de 2012. Como a térmica vai usar o gás natural, é considerada uma energia limpa.
O grupo que está à frente da térmica é liderado por Ronaldo Bolognesi e atua nos setores imobiliário, construção pesada e concessões, além de ter empreendimentos na área de energia.
Fonte: JC Online – Economia – 16/07/2014

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