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Sustentabilidade em Suape

Investimentos públicos e privados em Suape já somam R$ 50 bilhões
Márcio Stefanni Monteiro Morais
Um dos berços da cultura da cana-de-açúcar em Pernambuco, a Zona da Mata Sul é cenário de um empreendimento que orgulha os pernambucanos: o Complexo Industrial Portuário de Suape. Criado há 35 anos no intuito de tirar a economia estadual da letargia, o complexo cumpre seu papel, abrigando 105 empresas em operação e outras 45 em instalação, que juntas empregam mais de 75 mil trabalhadores.
Os investimentos públicos e privados em Suape já somam R$ 50 bilhões. Nos últimos sete anos, aportamos quase R$ 2 bilhões para garantir a infraestrutura necessária ao porto e às indústrias, com a oferta de água, energia, gás e estradas. Os números sem dúvida contribuem para o resultado do nosso Produto Interno Bruto (PIB), cujo crescimento tem ficado acima da média nacional nos últimos anos.
Entretanto, não se promove desenvolvimento no século 21 sem os princípios da sustentabilidade. Por isso, Suape, como empresa pública pautada nos interesses do seu “corpo de acionistas”, que são os pernambucanos, aceita o desafio de promover a coexistência equilibrada entre uma economia crescente, a mitigação dos impactos ambientais e a justiça social. Logo, faz-se necessário relatar à sociedade os esforços envidados pelo governo Eduardo Campos, inclusive no intuito de consertar possíveis falhas.
Desde 2011, Suape dedica 59% de seu território de 13,5 mil hectares à preservação ambiental, conforme o Plano Diretor 2030. As intervenções necessárias ao bom funcionamento do porto e à construção de empresas respeitam as normas ambientais vigentes, com fiscalização rigorosa e constante da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).
Naquele ano, iniciamos o cumprimento de uma transação judicial para zerar o passivo ambiental, desde a criação da empresa Suape, o que foi alcançado já em 2011, quando restauramos 214 hectares de Mata Atlântica. Em 2012, foram restaurados 254 hectares do mesmo bioma e este ano devemos restaurar outros 218 hectares. Além disso, houve a restauração de 61 hectares de restinga e nove hectares de mangue.
Recentemente, concluímos o maior processo de indenização coletiva da história de Suape, no valor de R$ 35 milhões, recursos da compensação ambiental da refinaria, para consolidar a primeira parte da Estação Ecológica de Bita e Utinga. Os 2,5 mil hectares sertão entregues aos cuidados da CPRH. As mais de 600 famílias foram indenizadas pelas benfeitorias e ainda terão moradia em zona rural ou no projeto habitacional de Nova Vila Claudete.
Em 2011 e 2012, Suape realizou um diagnóstico do seu território estratégico, composto por oito municípios (Cabo, Ipojuca, Jaboatão, Moreno, Escada, Ribeirão, Rio Formoso e Sirinhaém). O projeto Suape Sustentável engloba 22 macroações e 85 ações de urbanismo, mobilidade, saúde, educação, segurança, entre outros aspectos, unindo o poder público, as empresas e a sociedade. As ações já vêm sendo discutidas com as secretarias de governo e, em breve, serão com as prefeituras.
Ao induzir o desenvolvimento econômico do Estado, com a atração de empresas para Suape e municípios do interior, sem deixar de lado a mitigação de impactos socioambientais, temos a certeza de que estamos lidando com o inestimável valor do amanhã: um futuro melhor para as próximas gerações de pernambucanos.
Márcio Stefanni Monteiro Morais é Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape
Fonte: Jornal do Commercio – Opinião JC – 29/10/2013